Nelson Freire, o talento e a felicidade
Neste final de semana consegui curtir um presente querido recebido há pouco. O DVD do filme do pianista Nelson Freire. Maravilhoso, sensível, duas horas de intenso prazer e de uma reflexão dura: o talento não garante de modo algum a felicidade. O caso de Freire, um menino prodígio, motivo pelo qual a família muda do interior de MInas Gerais para o corrupto Rio de Janeiro, me faz pensar isso. Dono de talento único, vive de cidade em cidade, de aeroporto em aeroporto, de piano em piano, de partitura em partitura, tendo a difícil tarefa de sempre surpreender uma platéia exigente e uma orquestra carente. Uma vida onde o mínimo erro é inadimíssivel. Onde a tensão e a solidão das teclas do piano deixam pouco espaço para felicidade. Abaixo, o garoto prodígio num registro de 1965 (tocando Rachmaninov, trilha sonora para este post).

Persona Múltipla « Persona Virtual - Cacau Guarnieri disse,
Outubro 19, 2008 às 2:36 pm
[...] para uma TI corporativa cada vez mais acoada, precisando repensar sua função corporativa. Marcelo fez um post sobre o pianista Nelson Freire que é de uma precisão análitica e uma sensibilidade impressionante [...]
Sanchez disse,
Outubro 24, 2008 às 3:54 pm
Grande Nelson Freire!