Circuito da Ópera
Como é bacana a capacidade do ser humano fazer links, sinapses e de gerar insigths em questões que, aparentemente, não tem uma relação direta. Por que digo isso? Vejam só:
- Sempre fui um apaixonado pelo Christian Jacq. Desde a Série Ramsés, ele se tornou para mim um ídolo, daqueles que você deve ler qualquer coisa que escreva, não interessa o que – lembro de como fiquei feliz de quando descobri seu profile no Facebook!;
- Desde minha juventudade sempre me despertou a curiosidade a genialidade precoce de Wolfgang Amadeus Mozart; como aquele menino prodígio conseguiu se tornar uma referência de inovação dentro de uma momento histórico em que o conservadorismo e a rigidez nos padrões musicais eram dominantes. Depois que vi o “making of” do filme então, tornei-me declaradamente fã…
- Das viagens que fiz a Europa nunca tive curiosidade para ir a Viena, ou mesmo Salzburgo. Cidades como Londres, Amsterdan e Barcelona sempre estiveram a frente na lista, seja para conhecer, seja para revisitar – acredito que quando se volta a uma cidade, é possível “entendê-la” melhor do que a primeira visita… Descobre-se novos lugares, fora das atrações “turísticas”.
Enfim, dito isso tudo, a questão é: a Série Mozart, recentemente lançada no Brasil, de autoria de Christian Jacq, deixou a desejar no aspecto literário da obra. Nem de longe acredito que o autor conseguiu fazer a narrativa emocionante e encantadora que conseguiu em Ramsés ou nas suas demais obras. Porém, o livro me despertou a curiosidade de seguir os passos de Mozart, de fazer de carro estes caminhos que unem Munique/Viena/Salzburgo/Praga – o chamado “circuito das óperas” conforme descobri que é chamado este roteiro pelas agências de viagem.
- Ir a Vienna também será um motivo para conhecer pessoalmente meu amigo de Flickr – Rupibear – autor desta foto
Para finalizar, minha conclusão é de que a literatura sempre está disposta a nos surpreender. Apesar da “decepção” literária com a obra, já iniciei a pensar no roteiro de férias para 2010 planejando o “circuito das óperas”.

