Game Social como estratégia para concentração de esforços do Projeto Raio Brasil
junho 25, 2010 at 1:49 pm (business) (desafio lan sebrae, inclusão digital, inclusão social, lanhouses, social game)
Venha fomentar o Motor de Empregos
abril 14, 2010 at 3:59 pm (business, mobilização) (empreendedorismo, geração de emprego e renda, inclusão digital, inclusão social, talento)
Vivemos a era dos paradoxos. E a idéia hoje aqui é se dedicar a um deles: há um déficit de mão de obra qualificada para atender a uma crescente demanda de empregos nas áreas de tecnologia, educação, saúde (entre outras) ao mesmo tempo que há milhares de jovens que acabam sem perspectiva profissional aceitando sub-empregos, bicos ou, ainda pior, caindo no tráfico ou no desemprego puro e simples.
Como os paradoxos existem para serem “solucionados” compartilho idéia que surgiu nos debates com consultores colegas.
Programa “Motor de Empregos” boas práticas reunidas no sentido de somar esforços nas áreas de tecnologia, inclusão digital, inovação, educação, empreendedorismo e redes. Este post visa compartilhar a versão “beta” dessa idéia, no sentido de receber feedbacks, críticas, sugestões, etc daquilo que estamos pensando dentro do IBELG – Instituto Brasileiro de Excelência em Liderança e Gestão – e que queremos cada dia mais compartilhar com outros atores e parceiros.
O que imaginamos? De que cada cidade – a idéia pode ser incentivada e adotada por entidades / governos / empresas estaduais ou municipais, mas vai ser numa cidade / num bairro, num local geográfico determinado que as ações vão acontecer – pode escolher uma vocação ligada ao mundo de oportunidades / desafios apresentados pela realidade, e a partir desta vocação formar / orientar pessoas para que empreendam, de forma colocar seu talento a serviço de um projeto coletivo / cooperativo / social. Essa vocação será incentivada desde a escola, com conteúdos educacionais específicos somado a um ingrediente indispensável para o programa funcionar – o empreendedorismo. Desta forma, estudantes, professores e comunidade estariam empreendendo a partir de uma vocação previamente combinada. O programa prevê que, no horário extra-classe, estudantes, professores, monitores possam utilizar as lan-houses e telecentros como “laboratório” para suas idéias. A prática e a experimentação nesses laboratórios fomentam a criação de coopertivas, empresas, incubadoras que passam a atuar em rede e negociam com players de todos os tamanhos, valorizando a vocação do município / bairro / região e criando uma espiral positiva que gera energia própria para criação de mais emprego, mais renda, mais empresas, mais sonhos – reduzindo de forma significativa a escassez de perspectivas e de empregos que hoje prejudicam as iniciativas de desenvolvimento local. Outro benefício do projeto é que se desde o início forem devidamente tratadas as questões ambientais, sociais, políticas e econômicas, temas como segurança, educação e emancipação passam a ter perspectivas prósperas, gerando novas oportunidades que trazem consigo desenvolvimento sustentável.
Outra característica do programa é que não queremos soluções mágicas, iniciar do zero, reinventar a roda. Pelo contrário – nosso objetivo é articular e coordenar esforços que já existem nas secretarias / projetos de educação, inclusão digital, desenvolvimento econômico, tecnologia, etc. E conectá-los com outros projetos e atores que podem contribuir, local ou globalmente.
Como isso acontece na prática? Vamos falar de um exemplo hipotético? A região de Novo Hamburgo (capital do vale do calçado, na região sul do Brasil) vem sofrendo com a extinção de sua indústria couro-calçadista em virtude da competição (nem sempre leal) com a China. Terra de povo valoroso e empreendedor, descendente de alemães e italianos, essa gente pode usar seu talento / sua história na indústria para dedicar-se para a vocação para “reinventar a indústria calçadista através do uso do telefone celular”. Desta maneira, esta célula (formada pelas escolas, lan houses, telecentros, universidades, empresas de educação, tecnologia, gestão, negócios internacionais, empresas couro-calçadista, designers, …) se articula com os players como a Nokia, Apple, Google e Microsoft (só para falar nas quatro principais plataformas de telefonia móvel) assim como a seus ecossistemas no sentido de pesquisar / criar aplicativos / utilizar as APIs, marketplaces, redes sociais, ferramentas que visem impulsionar / proporcionar esta revolução. E esses players estão esperando que cidades / empresas / instituições lhe apresentem projetos deste tipo, visto que como vimos no paradoxo inicial falta mão de obra qualificada para realizar projetos nestas áreas. Desta maneira, FINEP, BNDES, Sebrae, Operadores de Telefonia (para citar poucos) passariam a se articular em rede para participar desta revolução. E a população do Vale dos Sinos passaria a ter um motor de geração de empregos na mão, permitindo que as pessoas possam direcionar seu talento para uma iniciativa promissora e vencedora. E quando mais cidades adotarem este motor, com vocações complementares, passaremos a ter um outro paradoxo – nestas regiões sobrarão empregos e faltarão pessoas.
Não gostou deste exemplo hipotético? Convido você a criar o seu exemplo, mas não hipotético, mas real – no seu bairro, na sua cidade, na sua região. Caso queira somar suas idéias (e suas ações) a um programa como o Motor de Empregos, por favor entre em contato. Estamos iniciando a transformar um sonho em realidade. Contamos com sua ajuda para isso – seja com críticas, sugestões, novas idéias – ou mesmo nos convidando para fazermos um piloto para trocar um paradoxo “perverso” por um paradoxo positivo.
#mudeomundo

